E não é que embarcamos mesmo? Foram 9 horas e meia de um cansativo vôo, apesar de ter sido tranqüilo, foi cansativo. Mesmo sabendo que Portugal é o país mais pobre da Europa, não se pode comparar com nosso “Brasilzão”, é outro mundo e a principal diferença esta nas pessoas, elas são bem diferentes - falando de educação e cultura.
Vamos andando que precisamos comprar os ingressos para o show, ai depois sim procuraremos o albergue e um lugar para comer. Perdidos, encontramos no primeiro ônibus um rapaz que morou em SP / ZL, muito simpático e prestativo, mudou a rota do ônibus e nos deixou em frente o Shopping para comprarmos os ingressos e fazer umas ligações para o BR.Almoçamos no MC, e saímos em busca do albergue da Juventude em Lisboa, nos perdemos um pouco, mas o metro te leva para qualquer canto da cidade, e logo nos achamos com os mapas. Uma hospedagem simples, um quarto com 3 beliches e uns armários com cadeados onde dividimos o quarto com um Frances, espanhol um brazuca e um sei lá o que, ele parecia o Slot (guinnies o filme) e não entendia uma só palavra dele.
Foram dias extremamente cansativos, mas ricos e divertidos, acordávamos muito cedo, tomava um café “simples” e saiamos para conhecer a cidade (todos os pontos turísticos) de mochila nas costas com um roteiro feito com aqueles mapinhas da cidade, no final da tarde, voltamos correndo para o albergue tomávamos um banho e íamos para a Cidade do Rock, uma área enorme, com vários palcos, tirolesas, barracas, e muita gente.


Tudo era muito organizado muito limpo, gente de todas as tribos, mas cada um na sua, sem empurra-empurra e muito seguro. Assistimos os shows de Evanescense, Charlie-Brow Jr, Foo-Fightes, (que valeu por todos) e mais algumas bandas locais. Depois de encerrar o festival, ainda tínhamos um dia e meio para conhecer o que faltava da cidade, principalmente o parque das nações e o oceanário de Lisboa (2º maior da europa), onde fiquei maravilhado com tantas espécies, desde pingüins a tubarões.
Um país lindo, limpo, organizado, justo, digo isso pois logo que chegamos compramos um cartão de transporte publico (sete colinas) que é valido por período, no caso compramos para 7 dias e esse é valido para todos os transportes públicos sem limite diário isso inclui ônibus, metros, bondes, elevadores e estes não possuem cobradores as pessoas são honestas e entram e passam seus cartões sem que ninguém verifique ou fiscalize, o metro é gratuito da 00:00 até as 02:00 da manha, e existe um espaço aberto para idosos e deficientes sem fiscalização nenhuma, todos pegam as filas e entram como pessoa civilizadas pagando suas passagens! Já pensou se fosse assim aqui Brasil? Todos ficariam trabalhando ou na rua até a meia noite para não pagarem seus bilhetes ou passariam pelo acesso dos deficientes.
Ficamos 7 dias lá, mas fui suficiente para conhecer, admirar e respeitar os português, haaa e quando eles vão contar piadas eles falam “ Tinha um brasileiro, um americano e um japonês...rs claro que o Brasileiro sempre se ferrava...rs
Mais um carimbo no passaporte.
Rock in Rio Lisboa – Renatinho FOI !




Como ele dizia.. "não existe dinheiro que pague" e esse foi o inicio de tudo...um momento único que tenho prazer em relembrar e contar para vocês


Infelizmente chegou a hora de ir embora, enfrentar mais 22 km de trilhas, chuvas, barros e muito, mas muito frio de novo, fora que ainda tinha a balsa (que devido ao mau tempo tivemos que esperar por aproximadamente umas 3 horas o inicio das atividades) e mais toda a estrada de volta. Ok.. tirei algumas fotos, dei risada e conheci esse maravilhoso lugar que tanto falam! Haaaa.. esqueci dos malditos borrachudos! Não esqueçam os repelentes.... 

Infelizmente chegou à hora de voltar, mas ainda confortado por saber que terei todo o percurso de volta com belas paisagens, pessoas boas, solidarias e atenciosas. Estava exausto olhando cada movimento do trem ouvindo musica no meu mp3, quando fui surpreendido por uma musica alta dentro do vagão do trem, sem saber o que estava acontecendo, quando todos já estavam batendo palmas, um homem fantasiado com mascara, roupa típica e com uma lhama começa a dançar e animar os passageiros.
